
Conheces Santa Marta?
Marta aparece nos Evangelhos (Lucas 10, 38-42, João 11, 1-44 e 12, 1-11) como sendo a irmã de Lázaro e Maria, os três amigos que Jesus Cristo tinha na aldeia de Betânia. Marta – nome que significa “mestra” ou “senhora” – é referida como mulher de muito trabalho! Por isso, vemos na sua representação uma mulher dona de casa, com uma vassoura, uma concha, um molho de chaves.
Santa Marta foi declarada, por influência de Frei João de Mansilha, penaguiense de berço, a Padroeira da Região Demarcada do Douro e da Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro em 1756.
Santa Marta é a Santa e a Padroeira que o nosso concelho presta especial importância, considerando o seu dia, 29 de julho, dia de Santa Marta de Penaguião, feriado municipal.
A sua lenda, a mais conhecida e que é recriada todos os anos no nosso concelho, conta a história de um certo e desconhecido cavaleiro francês, um tal Conde de Guillon, que ao invadir estas terras, e não gostando da adoração do povo a Santa Marta, mandou queimar a sua capela.
De repente, o vento começou a soprar muito forte e uma luz muito brilhante feriu os olhos do Conde. Era Santa Marta que aparecia para lhe dar um castigo por ter sido tão cruel: tinha de plantar uma vinha, e cuidar dela até obter o fruto do seu trabalho, para lhe dar o devido valor.
Arrependido e humilhado, nem quis ver a aparição, mas, após destapar os olhos, observou um corvo que lhe estendeu um grande olhar e que o seguiu por todo o lado, fazendo-o lembrar constantemente do castigo aplicado pela Santa Marta.
E assim foi: o conde lá foi cumprir a dura penitência.
Virou-se para a cultura da vinha, com meses e meses de entrega e esforço pessoal, com a ajuda dos outros lavradores do povo, que convidou para iniciar a vindima. Todos ficaram cheios de alegria e satisfação pelo trabalho que tinham feito, em especial o conde, pois nunca tinha produzido nada na vida!
O conde foi então oferecer a Santa Marta as uvas, fruto do seu trabalho e suor, e reconstruiu a capela que ele próprio destruíra. Nesse momento, o corvo, que o tinha acompanhado durante todos aqueles longos meses, tinha simplesmente desaparecido porque a sua alma estava, finalmente, em paz. Aos seus pés apareceram-lhe duas pombas brancas e um cordeiro, como símbolos de pureza e reconciliação. Ele estava perdoado!
Desde então, a localidade começou a ter um nome: Santa Marta (nome da santa) de Pena (castigo) Guião (Guillon - nome do conde), que impera até aos dias de hoje, e segundo a tradução (e tradição) popular, como “Santa Marta de Penaguião”.
Local: Santa Marta de Penaguião
Morada: Praça do Município - rua dos combatentes
Hora: 21:00
Público-Alvo: público em geral
Informações e inscrições: geral@cm-smpenaguiao.pt
Custo: gratuito
E-mail: geral@cm-smpenaguiao.pt
Ligações: https://www.cm-smpenaguiao.pt