As Linhas de Torres integraram a estratégia do futuro Duque de Wellington para proteger Lisboa da ocupação das tropas napoleónicas, na sequência das vitórias luso-britânicas nas batalhas da Roliça e do Vimeiro. Dois séculos depois, elas tornaram-se um símbolo de convergência entre municípios, instituições e outras entidades, desenvolvendo em rede projetos culturais, educativos e turísticos sob a égide da Rota Histórica das Linhas de Torres.
Exemplo recente desta cooperação foi o 1.º Encontro dos Itinerários Napoleónicos Portugal, com a cocoordenação da RHLT, em articulação com as Entidades Regionais de Turismo de Lisboa, Centro e Porto e Norte, a CIM Região de Coimbra e com o apoio do Turismo de Portugal. Sob o mote “Saia do seu forte”, o encontro foi um convite à reflexão, valorização e partilha de conhecimento.
Falamos-lhe também do Dia Nacional das Linhas e dos Prémios Wellington Honour 2025, um dos quais entregue à Federação Europeia das Cidades Napoleónicas, representada pelo seu presidente honorário, Charles Bonaparte, descendente de Napoleão. Embora o prémio evoque o nome de Wellington, o seu simbolismo atual é o da união entre nações outrora adversárias, agora ligadas pela cultura e pela memória.
Esta edição convida ainda a uma viagem pelo território da RHLT, onde a preservação do passado se alia a projetos de inovação e turismo sustentável. Com a força de um património comum, valorizamos um território que é de todos, mantendo viva a memória das batalhas da Roliça e do Vimeiro e das Linhas de Torres, símbolos da coragem, resistência e engenho que marcaram a História de Portugal.