O Casal dos Mochos não promete isolamento absoluto nem o silêncio monástico das casas perdidas no nada absoluto — e ainda bem. O que oferece é algo mais raro e, no fundo, mais autêntico: uma relação serena com o campo, feita de espaço, luz e horizonte, sem a sensação paradoxalmente claustrofóbica de se estar longe de tudo.
Implantado numa antiga propriedade rural, o alojamento mantém uma escala doméstica e um carácter campestre, bem cuidado e com todos os confortos modernos. O exterior conserva o ar de casal agrícola, com vista aberta sobre os montes e a presença discreta da vida rural, pitorescas aves de capoeira incluídas. A estrada passa mesmo ali ao lado, pouco frequentada, mas sempre disponível, lembrando que o mundo lá fora continua a existir — mas sem perturbar o essencial.
Por dentro, o ambiente é luminoso. O espaço organiza-se de forma fluida, com o quarto instalado numa ampla mezzanina que reforça a sensação de abertura e conforto. Nada é excessivo, nada falta: tudo convida ao dolce far niente. Na sala, uma salamandra cumpre com rústica personalidade o seu papel, desacelerando o tempo quando o dia pede recolhimento.
A piscina infinita exterior surge como um complemento natural, abrindo espaço para o verdadeiro luxo: acordar com vista para os montes, tomar o pequeno-almoço sem pressas e deixar que o dia se organize por si mesmo.
O Casal dos Mochos adapta-se facilmente a diferentes ritmos e companhias — um casal à procura de sossego, uma família com crianças, ou simplesmente quem queira parar um pouco entre Lisboa e o interior.
Um excelente local para ficar, desfrutar — e voltar.